VASTOS ENCANTOS, Poema de Mauro Pereira-Silva, Do livro A Casa da Memória
VASTOS ENCANTOS, Poema de Mauro Pereira-Silva, Do livro "A Casa da Memória", vendido na Amazon.com.br
VASTOS ENCANTOS
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atenção do lírio me desafiava. Apagava minhas últimas flores.
Silêncios atávicos que pareciam conversas, embora o ar enrubescesse de cólera e perfume.
É uma promessa numa Andradina que já não conheço, um encantamento menos que a morte, turvo e letal, trêmulo e menos mal — jardineira em flor. Não se conhece ninguém que chore ou ao menos responda a estes pedidos de socorro que vejo nos prédios brancos da Avenida Paulista anoitecendo.
Mas de vez em quando o céu se insurge por trás das pontes e aparecem uns rasgões inconsequentes, pequenos atos de humanidade em meio ao cimento.
É a vida pintando-se de outra forma, um segredo entre nós, os homens turvos e Deus.












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