1862 - Antes, Várzea do Carmo, depois, Parque Dom Pedro II (São Paulo)

1862 - Antes, Várzea do Carmo, depois, Parque Dom Pedro II (São Paulo)

1862 - Antes, Várzea do Carmo, depois, Parque Dom Pedro II (São Paulo)
1862, Vista da Várzea do Carmo. 2003, Vista do Parque Dom Pedro II
1862 - Antes, Várzea do Carmo, depois, Parque Dom Pedro II (São Paulo)

Em meados de 1860, a rua que tinha início na Igreja do Carmo e terminava na lateral da Igreja do Colégio era chamada Rua do Carmo (atualmente, Roberto Simonsen). 

Conhecida por concentrar as famílias abastadas da cidade, era a ligação natural entre as duas igrejas, o que a tornava importante. Em 1854 deliberou-se na Câmara do Município de Sâo Paulo que os buracos da Rua do Carmo fossem tapados com urgência por ser via de trânsito de procissões.

Nessa rua também se localizava o Solar da Marquesa de Santos, sobrado formado pela junção de duas casas de taipa em fins do século XVIII. Hoje é sede do Museu da Cidade de São Paulo e conswitui um raro exemplar de residência urbana do século XVIII ainda existente.

O Convento e a Igreja do Carmo, localizados na beira da colina, porta de enrada dos visitantes que vinham do Rio de Janeiro, é que nomearam a rua e também a ladeira, que descia a colina em direção à várzea.

O convento foi construído em 1594 e a Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, em 1632. Era freqüentada pela elite paulistana. As procissões mais importantes na época saíma do convento. Foi demolido na década de 1950 e no seu lugar está hoje o prédio da Secretaria da Fazenda. 

A igreja permanece na atual Avenida Rangel Pestana, outrora conhecida como Ladeira do Carmo. Nessa ladeira, funcionavam, os mercados onde eram vedidos alimentos; primeiro, nas chamadas casinhas, localizadas em frente ao convento e, posteriormente, no próprio pátio da Igreja do Carmo, no "mercado do bem público".